Crítica e Análise de “A Guerra: Planeta dos Macacos”

Chegamos ao fim da trilogia que termina de contar a história de Ceaser, e traz um prequel da história clássica do filme “Planeta dos Macacos”.
No vídeo de hoje vamos fazer uma análise sobre como a franquia se desenvolveu, e como o protagonista dessa história se cresce até chegarmos a esse filme.

Obrigada por ter assistido mais um vídeo do Lápis 2b! Espero que tenha se divertido 😗

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Crítica: Planeta dos Macacos – A Guerra (2017)

Se eu pensei que não me emocionaria tanto com um filme quanto em Logan e tão rápido assim, me enganei terrivelmente. Planeta dos Macacos: A Guerra é um filme que mexe fundo em nós.

Planeta dos Macacos: A Guerra nos leva através da jornada de César – e um grupo de companheiros cada vez mais estranhos, incluindo uma humana – em busca de sua vingança, numa luta contra o Coronel, homem considerado quase um deus, pelo seu exército, e que entra numa guerra ferrenha contra os macacos, determinado a exterminar o seu líder.

Esse filme não só mexe com os sentimentos mais profundos dos personagens, como também mostra uma evolução clara dentro deles e nas relações entre eles. Eu achei o passo do filme lento e calmo. É daqueles filmes que nos faz dançar junto com a história, no seu ritmo. E, mesmo assim, não nos deixa menos presos à tela, menos ansiosos em saber o que vai acontecer ou menos desejosos para que tudo dê certo para o melhor herói, enquanto nem ele sabe mais se acredita em si mesmo.

É um filme que trás macacos como protagonistas, são os símios que ocupam a tela a maior parte do filme, a construção da história nos faz sentir empatia por eles, nós torcermos por eles até mesmo contra a nossa própria raça.

Aliás, não acho que esse filme trás apenas o melhor herói, como também é uma das melhores trilogias que eu já vi. As referência à obra original são tantas e as ligações sutis entre as séries, que deixam bastante claro que essa trilogia veio para dar um foco maior à série original e não trazer uma ideia completamente nova. É um filme que não precisa refazer o que já foi feito para ter o que contar.

Esse filme amarra todas as pontas e consegue reinventar a série Planeta dos Macacos, respeitando a sua forma original, mas de forma que consegue aperfeiçoar ainda mais uma história que já era maravilhosa. Planeta dos Macacos: A Guerra é um filme sensacional e merece ser visto quantas vezes for preciso.

Crítica: Homem Aranha – De Volta ao Lar

Se os adolescentes, em suas mudanças de comportamento e amadurecimento, passam pelo período de crescimento como se estivessem numa montanha-russa de sentimentos, imagine um desses que ainda tem que lidar com “grandes poderes” e “grandes responsabilidades”. Esse é o caso do Peter Parker, o Homem Aranha, um adolescente como qualquer outro que além de preocupações normais do ensino médio, tem sobre os seus ombros os problemas de um super-herói. Mas, ao contrário do que se pensa, o Peter de De Volta ao Lar quer essas responsabilidades e, ainda mais, quer ser muito mais do que um “Amigão da Vizinhança”.

De Volta ao Lar é um filme que te deixa com aquele gostinho de quero mais. É leve, divertido e mostra um lado do Peter que os outros filmes do super-herói mais querido de todos peca em mostrar. Esse não é um Peter com uma enorme câmera no pescoço, que chama mais atenção do que gostaria, um imã para garotas bonitas, que faturou mocinhas como Gwen Stacy e Mary Jane Watson. Ele é um garoto mais normal impossível, com problemas como não saber como falar com a garota com quem tem uma crush, que roupa usar no baile da escola, provas escolares. Ele é um youtuber que quer mostrar ao mundo as peripécias em que se meteu. Que garoto, que conhece a identidade de super-heróis por aí não gostaria de poder contar pro seu melhor amigo o que sabe?

Peter Parker é interpretado por um adolescente de verdade, um garoto extremamente divertido e que consegue finalmente captar a essência do Homem Aranha, criando uma harmônia entre a timidez do Peter e as tiradas hilárias do super-herói. Ele é o tipo de personagem com quem o público se identifica e fica cativado. Um personagem que nos envolve no filme e em seus problemas.

Aliás, que problemas. Não estou falando aqui dos vilões que ele é obrigado a enfrentar. Não, muito mais do que isso, seus problemas são muito humanos e o mais interessante do filme é que o foco está justamente nestes problemas adolescentes que qualquer um enfrenta na vida e não nas batalhas épicas, onde o super herói está sempre tentando salvar o mundo.

O que nos convida a outro ponto. Não é só Peter que é humanizado e aproximando do público neste filme, mas também o vilão. Finalmente um filme do Homem Aranha trouxe um vilão digno de nossa atenção. Michael Keaton aparece com uma interpretação impecável do Abutre, um vilão que poderia ser qualquer um de nós. Um homem de classe média, que cansou de ser uma vítima do sistema, um homem de motivações normais e relativamente simples, que muda o destino com as próprias mãos, quando começa a vender armas de alta tecnologia para bandidos. Ele não quer destruir Nova York, ele apenas quer buscar o próprio sustento.

No fim das contas, até as cenas pós-créditos contribuem para todo o clima descontraído e charmoso do filme. Tom Holland nos presenteia com uma perfeita interpretação desse maravilhoso super-herói e nos deixa com a certeza de que dessa vez a Marvel acertou de vez.

Crítica “Um família de Dois”

“Estão se tornando cada vez mais raras as oportunidades que temos de aproveitar a experiência de um roteiro profundo no cinema sem os costumeiros recursos visuais e narrativos que tornam a história e os personagens mais pesados sem necessariamente entregar muita substância no resultado final.

É um alívio enorme ter me deparado com “Uma Família de Dois”: foi a surpresa que eu estava precisando para me lembrar o porquê meu gênero favorito sempre foi o drama, apesar de minha atenção estar voltada constantemente para as grandes produções e filmes de heróis.

Vivendo no ensolarado litoral sul da França Samuel (Omar Sy) trabalha pilotando lanchas para ricaços e animando a vida noturna das praias locais. Seu ciclo de interminável diversão e promiscuidade é interrompido subitamente pela chegada de Kristin (Clémence Poésy), uma garota britânica que vem para deixar com Samuel o resultado de sua noite de farra do ano anterior: a filha de Samuel, uma bebê de poucos meses de idade chamada Gloria.

Ele tenta convencer a mãe a não abandonar a criança, e persegue Kristin de volta a sua cidade natal, no Reino Unido. Sem sucesso, Samuel se vê em um determinado momento sozinho na capital britânica com Gloria sob sua responsabilidade e tenta fazer uma nova vida para si trabalhando como dublê em séries de ação enquanto tenta criar a filha da melhor maneira possível sem a presença da mãe.

A melhor parte dessa breve sinopse aí em cima é que a essência da sequência de eventos é tão simples quanto a descrevemos. Samuel está acostumado com a vida de bebedeiras e sexo sem compromisso até a reviravolta causada pela chegada de Kristin. Faz parte da premissa do filme que saibamos sobre a relação que ele cria com a filha, e é natural que a audiência também espere de Samuel uma certa amargura ou mesmo ressentimento por ter tido o seu estilo de vida completamente mudado pela chegada inesperada de uma criança.

A atuação primorosa de Omar Sy faz com que possamos nos identificar com a situação pela qual ele está passando assumindo essa imensa responsabilidade. Ele é transformado pela chegada de Gloria, ao mesmo tempo em que continua sendo o mesmo cara que está acostumado a usar e abusar do seu carisma para conseguir o que quer, no melhor estilo canastrão que tudo mundo adora no cinema. Ele vai de pai improvável a melhor pai do mundo, e essa é uma jornada deliciosa de se acompanhar.

É claro que o ponto alto do filme é a relação criada nessa família improvável, que o título traduzido nos faz acreditar que é composta apenas por Gloria e Samuel. No entanto o personagem de Omar Sy conta com a ajuda constante de Bernie, interpretado por Antoine Bertrand, o produtor dos filmes e séries em que Samuel atua, e que lhe permite prover o sustento e conforto para Gloria. Ele é um alívio cômico sem exageros e muito bem dosado, e praticamente assume o papel de mãe na criação de Gloria, até que Kristin finalmente retorna pra a vida deles.

Esse é um filme com um clima delicioso de roadtrip movie, mas com uma carga dramática um pouco mais acentuada do que os filmes hollywoodianos, afinal estamos falando do cinema francês. Embora sua estética seja construída com muito cuidado, não temos nenhum elemento de enorme destaque, e nem é necessário. O importante aqui é a relação entre pai e filha, e as distâncias enormes que Samuel está disposto a ir para garantir que Gloria tenha uma vida plena e feliz ao lado de quem ama.

Temos aqui mais uma vez aquela (sempre necessária) lição primorosa de que a vida vale a pena não importa as dificuldades pelas quais passamos, e no nosso mundo de hoje esse tipo de mensagem faz toda a diferença no cinema. Vale cada segundo da experiência.”

Essa crítica foi feita por Felipe Bittencourt (@flpbittencourt). 

❤️ O MELHOR FILME DO UNIVERSO DC! | Crítica Mulher-Maravilha (2017)

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É com muito amor que eu trago a resenha de mulher-maravilha no nosso canalzinho lindo! Espero que gostem!

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