Vale a pena ver American Gods?

Olá pessoas lindas! Tudo certinho?
Ontem (finalmente) estreou a série no canal Starz a série “American Gods”. Série adaptada do livro excelente do Neil Gaiman “Deuses Americanos”, desde a sua primeira divulgação a internet já estava ansiosa pelo seu lançamento. Mas e ai? Valeu a pena? Vale continuar? É só pra quem é fã do livro?

Espero que você gostem das minha primeiras impressões!

Obrigada por ter assistido mais um vídeo do Lápis 2b! Espero que tenha se divertido 😗

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Crítica “Vida” . Filme de terror com cenas sangrentas, mas que não passa disso.

Faltando pouquíssimo tempo para o lançamento de Alien: Covenant, Daniel Espinosa surge com um filme muito próximo e claramente inspirado na proposta desta franquia, que assusta, mas que deixa a desejar.

Confesso que quando cheguei na sala de cinema, eu não tinha a menor ideia de onde eu estava me enfiando. Assumindo riscos, fui assistir um filme sobre o qual eu pouco sabia. Eu desconhecia inclusive o seu gênero. Os primeiros minutos do filme, porém, não dão indicação alguma para viajantes desavisados do que está por vir – isso pode ser bom ou ruim, considerando que o susto quando a verdade veio a tona foi muito maior e é exatamente isso que a obra espera: sustos. No entanto, o início do filme é apenas uma amostra do retalho que é esta obra, que se inspira em várias outras do mesmo gênero, como Gravidade, Interestelar e até mesmo o próprio Alien.

O filme se passa em uma estação espacial, que muito se assemelha a uma que existe hoje, a ISS (International Space Station) – trazendo até uma verossimilhança ao mundo de hoje, embora seja algo que muito limite a estética do filme. Por ser uma estação com uma gravidade diferente a da Terra, muito se pode explorar em movimentos de câmera e cena. Apesar de ter sido uma tentativa ousada, isso não foi feito muito bem, deixando os telespectadores diante de cenas angustiantes e que não demonstram tão bem a atmosfera que o filme quer passar, ao menos nos primeiros minutos, pois essas cenas se encaixam muito bem com as cenas de perseguição e ataque.

A estação é habitada por seis astronautas que esperam o retorno de uma sonda do planeta Marte, tal sonda contém amostras do solo do planeta e em uma dessas amostras, o cientista Hugh Derry, interpretado por Ariyon Bakare, descobre uma única célula semelhante a células encontradas na Terra. Em um experimento curioso com glicose, ele é capaz de trazer a célula de volta à vida e vemos durante o filme como este ser vai se desenvolvendo até se tornar algo semelhante a uma estrela do mar translúcida e super inteligente – o vilão da história, carinhosamente nomeado de Calvin, por crianças na Terra.

A obra então se desenrola nas tentativas dos personagens em sobreviver aos ataques do alien que se desenvolve cada vez mais rápido, a medida que vai encontrando e ‘comendo’ suas vítimas e, ao mesmo tempo, não deixar que ele chegue ao planeta azul, onde pode causar uma catástrofe.

Vida tem seus momentos bons, assustadores, mas a falta de conexão entre os personagens principais e a obviedade da história faz com que eles se tornem obsoletos. Apesar de ter um elenco de peso, com atores como Ryan Reynolds, Rebecca Ferguson e Jake Gyllenhaal, os personagens são muito pouco aproveitados e parcamente interpretados e apesar das cenas – até pessoais demais – sobre eles que são inseridas durante o filme, elas não são capazes de fazer com que o público se conecte a eles e apenas quebram o ritmo da história.

Resumindo, Vida é um filme interessante, para quem gosta do gênero, com algumas boas cenas de terror e bem sangrentas, como o público gosta, mas não passa disso.

Crítica Velozes e Furiosos 8, um filme exatamente como esperávamos.

Nota: 2,5 de 5

Ano de lançamento: 2017

Diretor: F. Gary Gray

Gênero: ação

Lembro-me de ter lido certa vez um texto de Ferreira Gullar que dizia “A novela de televisão – com raras exceções – pode ser definida como uma história implausível que se desdobra em episódios cada vez mais implausíveis […] Outra característica da vilã é a capacidade que tem de consumar suas maldades sem que nada o dificulte ou impeça.” Ao assistir Velozes e Furiosos 8 – em seu título original The Fate of the Furious, que remete a um final próximo da série, filme confirmado como sendo o primeiro pertencente a uma trilogia que levará ao fim de da franquia – percebi que o que eu estava assistindo muito se assemelhava a uma novela da dramaturgia brasileira, o que não precisa ser de todo ruim.

Desde 2001, a corrida de carros se tornou um dos favoritos temas de filmes de ação de seu público, com o lançamento do primeiro filme Velozes e Furiosos. E, mesmo quase 17 anos depois, ele não deixa de surpreender em suas cenas de ação cada vez mais exageradas, mostrando que é uma das únicas sequências de filmes de uma franquia que consegue manter-se firme em seus propósitos. Um filme divertido e cheio de cenas cada vez mais mirabolantes, mas que dificilmente passa disso.

O protagonista, Dominic Toretto, encontra-se frente a um terrível desafio neste filme: enfrentar a sua própria família, ao aliar-se com a vilã Cipher – interpretada por Charlize Theron. Tal união entre o protagonista e a mais perigosa hacker do mundo tem o seu porquê sendo revelado ao longo da narrativa, em inserções que vem numa tentativa de dar ao filme um ar um pouco mais profundo – que falha terrivelmente em sua maioria pela falta de capacidade de Vin Diesel em demonstrar o que realmente o personagem está vivendo.

A sua família – os outros corredores – devem então impedir Dom de continuar seus ataques e descobrir porque ele está agindo dessa forma, jamais perdendo a confiança em seu parceiro. O que acontece em seguida é uma sucessão de eventos que apenas prova que nada de ruim pode acontecer a essas pessoas, como se o caminho estivesse aberto para eles e tudo que eles tentem fazer seja muito simples, como invadir uma base militar ou roubar tecnologia nuclear – o mesmo acontece com a antagonista, que encontra poucos reais desafios em sua jornada – e o filme acaba quase virando uma guerra entre quem consegue fazer mais coisas surreais em menos tempo. A corrida de carros virou um espetáculo, no qual tudo pode acontecer e os protagonistas jamais saem gravemente feridos.

Porém, quem entra na sala de cinema para assistir Velozes e Furiosos 8 não está esperando uma trama intricada e cheia de detalhes, e sim por mais e mais cenas de carros pulando edifícios, batendo em outros carros e explosões. Além de novamente exibir Dwayne Johnson e Jason Statham, que trazem com suas brigas hilárias um alívio cômico ao filme e devolvem a ele o tom divertido que parece que tentaram equilibrar com o drama de Dominic. O filme não deixa o telespectador decepcionado, porém traz um exagero em si que vem se tornando cada vez mais comum no decorrer dos filmes da franquia, utilizando-se de muitos recursos pirotécnicos e cenas completamente irreais para representar o que antes encantou seu público.

No fim das contas, Velozes e Furiosos é um filme que tem o que se espera dele e nada mais, cenas de ação extremamente elaboradas e uma história de fundo que pode-se chamar de previsível e que não impacta tanto quanto os carros explodindo.

Crítica “Gostosas, Lindas e Sexys”, filme de comédia nacional propõe empoderamento mas cai em lugar comum.

Se existe uma categoria de filme que sofre muito preconceito do público mais amante do cinema com certeza é a comédia nacional. Mesmo com obras incríveis que levam milhões de pessoas para as salas de cinema, esse tipo de filme vem sentindo há alguns anos um preconceito latente; Resultado obtido pelo perfil de muitas produções que se sustentam em piadas antigas e geralmente de cunho sexual.

“Gostosas, Lindas e Sexys” apesar de entrar nessa categoria se diferencia por uma proposta diferente do que estamos acostumados a ver em termo de cinema brasileiro; O filme dirigido por Ernani Nunes e roteiro de Vinícius Marquez, conta a história das amigas Beatriz (Carolinie Figueiredo), Ivone (Cacau Protasio), Marilu (Mariana Xavier) e Tânia (Lyv Ziese). Quatro mulheres que lidam diariamente com o preconceito de serem plus-size e buscam se afirmar como lindas e poderosas na sua vida pessoal e profissional.

Um dos principais acertos do filme é a química entre as protagonistas, onde cada uma demonstra uma personalidade única que se integra no texto quando estão todas em cena. Infelizmente pela escolha de dar a cada uma delas uma linha narrativa, o tempo de tela acaba ficando pobremente dividido, onde a personagem Beatriz toma conta deixando as outras personagens com um tempo muito restrito. O que acaba sendo uma perda de oportunidade, especialmente que os momentos reservados para as outras mulheres (especialmente a Ivone) são os pontos altos de comédia na história.

O background de teatro do roteirista se mostra muito presente nos diálogos. Com um texto que se encaixaria muito bem em uma peça, mas que no formato de cinema se mostra muito polido e não natural. Além disso, ao decorrer do filme são apresentados subplots com personagens e situações com grande potencial de desenvolvimento, que são esquecidos e desperdiçados ao passar do tempo.

A própria discussão sobre o preconceito que as personagens sofrem pelo peso de cada uma delas é esquecido, fazendo com que a proposta de empoderamento claramente apresentada no primeiro ato do filme seja deixada de lado, fazendo com que o filme seja apenas mais um onde o final feliz de uma mulher é encontrar um homem que a ame de verdade. Além disso mesmo com um elenco maioritariamente feminino, é claro um entendimento superficial do texto em entender as questões femininas, onde as mulheres magras são colocadas como inimigas das mulheres plus-size, afirmando um senso de inimizade típico apresentado na mídia.

É um filme que nem sabe a história que está contando, que se perde em decidir o seu plot principal e que mais se parece com uma série de TV que foi editada para caber em tempo de filme. Talvez na realidade se fosse filmada como uma série sua proposta ficasse mais clara e melhor desenvolvida.

Tem suas cenas engraçadas, muito sustentadas pelo carisma das atrizes principais. Mas como um todo é um filme esquecível e que acaba no lugar comum. O que particularmente me entristece pela oportunidade perdida de trazer um protagonismo de mulheres reais em uma mídia que procura as ignorar.

Nota final: De 0 a 5 Lápis, “Gostosas, Lindas e Sexys” o filme merece 1,5. Tem seus momentos divertidos, mas como um todo é uma obra que não funciona.
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Selena Gomez e elenco de 13 reasons why fazem tatuagem participando de projeto de prevenção ao suicídio

Desde o lançamento de 13 reasons why a internet vem se manifestado muito sobre questões de saúde mental, trazendo a tona discussões sobre depressão e suicídio especialmente entre jovens. Considerando seu impacto, Selena Gomez, produtora-executiva do seriado da Netflix, , e os atores Tommy Dorfman e Alisha Boe, que interpretam Ryan e Jessica, respectivamente, fizeram essa semana uma tatuagem com o símbolo ponto-e-vírgula (;), para demonstrar a importância da série em suas vidas.

A tatuagem ponto-e-vírgula faz parte do projeto Semicolon tattoos, onde pessoas que já passaram por problemas como depressão, ansiedade, entre tantas outras questões de saúde mental tatuam o símbolo como uma representação que mesmo a vida tendo problemas ela ainda pode continuar, e que o suicídio não é a saída.

A escolha do ponto-e-vírgula remete a sua aplicação em textos, onde quando aplicado demonstra uma pausa para mais texto depois.

Caso você queira entender melhor essa iniciativa, recomento esses dois vídeos abaixo (ambos em inglês).

Saiu o novo trailer da nova temporada de Sense 8 com cenas gravadas no Brasil

Que “Sense 8” é uma série fenômeno no Brasil, não é novidade para ninguém, então dá para entender a ansiedade dos fãs pela nova temporada, mas calma que já tá chegando! A série produzida pelas irmãs Wachowski estará de volta no dia 5 de Maio para a sua segunda temporada e já no seu trailer já mostra cenas gravadas na Parada LGBT de São Paulo. Ainda não sabemos como as cenas filmadas no Brasil iram se encaixar na trama, mas com certeza sabendo do carinho dos fãs brasileiros com a trama, podemos esperar algo marcante.

Confira o trailer da segunda temporada, legendado em português:

Você gosta da série? Está ansioso pela volta? Não esqueça de comentar!